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  • Bolsa de Arrendamentos Imobretanha

    Publicado a 21 de Setembro de 2011 . Na categoria: Noticias .

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    Procura pelo arrendamento ao nível mais elevado em dois anos

    Publicado a . Na categoria: Noticias .

    É mais um sinal a comprovar que os efeitos da austeridade já se fazem sentir nas famílias. Segundo os dados do último estudo da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), divulgado esta semana, a procura de casas para arrendar atingiu em Setembro o nível mais elevado dos últimos dois anos. Segundo a mesma associação, cerca de 32% das pesquisas efectuadas no portal CasaYES, referem-se à procura de casas para arrendar. O valor aumenta para perto de 40% quando analisadas as pesquisas feitas nos distritos mais metropolitanos.
    Os números não são surpreendentes para a associação que representa as agências imobiliárias, até porque a tendência de aumento de procura pelo arrendamento tem-se sentido de forma consecutiva nos últimos sete meses. Numa altura em que a banca portuguesa está a restringir a concessão de crédito- devido às metas impostas pela troika e à escassez de liquidez- não é pois de admirar que a opção do arrendamento seja uma hipótese cada vez mais atractiva para as famílias portuguesas, face à compra de habitação própria. "Longe de ser uma surpresa, este comportamento dos potenciais interessados reflecte, desde logo, a deterioração sistemática que tem atingido a capacidade das famílias, mas também, uma profunda mudança da forma com estas encaram o mercado imobiliário, constatando que existem alternativas sustentáveis, mesmo que a curto e médio prazo, à habitação própria permanente", referem os responsáveis da APEMIP no estudo ontem divulgado.
    O facto da banca estar a praticar ‘spreads' muito elevados (que em média rondam os 4%) e a impor como condição de acesso a um empréstimo à habitação que os clientes apresentem rácios de financiamento/garantia baixos torna, na prática, impossível o acesso de muitas famílias ao financiamento para a compra de habitação.
    Os últimos números do Banco de Portugal, relativos também a Setembro, comprovam isso mesmo. Nesse mês, a banca portuguesa concedeu apenas 281 milhões de euros de crédito à habitação. Trata-se do valor mais baixo desde, pelo menos, Janeiro de 2003. Contas feitas, desde o início do ano e até Setembro, a concessão de novos créditos à habitação caiu 47%, face ao período homólogo.
    As dificuldades financeiras que as famílias portuguesas enfrentam estão a levá-las não só a optar pelo arrendamento, mas mais especificamente, pelo arrendamento de habitações com valores baixos. "É uma procura que continua naturalmente concentrada em valores até aos 500 euros - representando 70,8% das pesquisas orientadas para este tipo de produto residencial-que não consegue suportar rendas muito superiores", refere a APEMIP.
    Preços das casas devem continuar a cair nos próximos meses
    O pessimismo e a cautela são as notas dominantes dos mediadores imobiliários para os próximos meses. "As expectativas (...) para os próximos três meses estão imbuídas de um conservadorismo de pendor pessimista aliado ao expectável comportamento decorrente das medidas de austeridade que imperam no País e que se reflectem na interacção entre os diferentes agentes económicos", assume a APEMIP. Os dados constantes no estudo da associação permitem ainda verificar que a generalidade dos mediadores espera que os preços das casas desçam ainda mais no curto prazo.
      fonte: APEMIP

    Saiba o que muda na tributação do IMI

    Publicado a 13 de Setembro de 2011 . Na categoria: Noticias .

    Agravamento do IMI nos prédios devolutos tem como objectivo que os proprietários façam obras ou vendam o seu património. São várias as mudanças na tributação do património imobiliário que penalizam de forma significativa os proprietários de prédios urbanos. 1. O Governo vai aumentar as taxas do IMI a aplicar pelas câmaras municipais, durante o próximo ano, em 0,1%. Os imóveis reavaliados ou transaccionados desde 2004 vão pagar uma taxa entre 0,3% e 0,5%, contra o intervalo actual de 0,2% e 0,4%. Quem tem prédios antigos, isto é, não reavaliados à luz das novas normas, pagará um IMI sobre o valor patrimonial tributário entre 0,5% e 0,8% (contra 0,4% e 0,7% que vigoravam até aqui). 2. O período de isenção do IMI será reduzido para três anos, para casas com valor até 125 mil euros e escrituras feitas a partir de 2012. Mas apenas se o rendimento colectável do agregado familiar não for superior a 135.300 euros. Para quem já comprou ou vai fazê-lo até ao final do ano, a isenção actual mantém-se - até agora, são oito anos de isenção para casas até 157.500 euros e quatro anos para casas entre aquele valor e 236.250 euros. 3. No caso dos prédios identificados pelas autarquias como devolutos ou em estado de ruína, o valor do IMI triplica. Até agora, o valor do IMI duplicava. No caso dos prédios devolutos dos fundos imobiliários, a fiscalidade agrava-se de 5 para 7%. 4. As deduções de renda no IRS vão reduzir-se e está prevista a sua extinção no tempo. A partir do próximo ano, os inquilinos apenas poderão deduzir à sua colecta de IRS 15% das rendas pagas, com um limite máximo de 591 euros. Trata-se de uma redução em relação ao regime actual que permitia uma dedução de 30% - a médio prazo, esta dedução é para acabar. Neste momento, é notório que parte dos arrendamentos não chegam a ser declarados para efeitos fiscais, sendo mesmo um entrave colocado pelos proprietários quando querem opção pelo arrendamento Fonte: Económico  
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