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Confiança na Europa está em máximos de 29 meses
O índice de confiança dos empresários e dos consumidores nos 16 países do euro atingiu este mês os 101,8 pontos, face aos 101,1 pontos de Julho, segundo os dados revelados hoje pela Comissão Europeia. É o nível mais elevado do desde Março de 2008 e excedeu as expectativas dos economistas consultados pela Bloomberg que esperavam, em média, uma subida para 101,6 pontos. Nos 27 países da União Europeia, o indicador, baseado num inquérito feito junto de 130 mil gestores e 40 mil consumidores europeus nas duas primeiras semanas do mês, subiu para 102,7 pontos (+0,6 pontos que no mês anterior). Os peritos estimam que a confiança dos europeus piore nos próximos meses, tendo em conta que a retoma da economia deverá desacelerar e perante as medidas de austeridade dos governos para reduzir custos e diminuir défices. "Não há razão para que a zona euro consiga escapar a um abrandamento económico mundial", explicou um analista à Bloomberg, acrescentando que, "ao mesmo tempo, estamos a atravessar um período de consolidação fiscal na Europa, que irá pesar no crescimento." Já o indicador de clima de negócios na zona euro permaneceu praticamente inalterado em Agosto, após a forte subida registada em Julho. O actual nível deste indicador sugere que actividade económica na indústria vai continuar a recuperar nos próximo meses, embora esteja ainda longe de atingir os níveis anteriores à crise. in Diário Económico
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Portugal tem os juros mais baixos no crédito à habitação
Taxas Euribor a subir e bancos a encarecer e a dificultar os créditos à habitação. Este é o cenário que, em traços gerais, caracteriza o mercado português. Porém, este retrato torna-se mais reconfortante para os consumidores, quando se efectua a comparação com os restantes países da Zona Euro. Isto porque, no conjunto dos 16 países, Portugal é que cobra menos pelo crédito à habitação há 11 meses. Segundo os dados do Banco Central Europeu, a taxa de juro média praticada pelos bancos portugueses nos empréstimos para a compra de casa, aplicada em Junho - últimos dados disponíveis - fixou-se em 1,84%. Este é o valor mais baixo alguma vez cobrado em Portugal e o menor no conjunto dos 16 países da área do euro, o que se repete desde Agosto do ano passado. Em Junho, a média da Zona Euro fixou-se 3,83%, mais do dobro face aos 1,84% cobrados em Portugal. No pódio dos países com crédito à habitação mais baixo, estão ainda o Luxemburgo (1,89%) e a Finlândia (1,92%). Feitas as contas, num crédito de 150 mil euros a amortizar em 30 anos, com a taxa de juro média nos 1,84%, as famílias portuguesas estavam a pagar em Junho uma prestação de 542,50 euros, enquanto que com a taxa da Zona Euro nos 3,83%, as famílias europeias pagavam, em média, 701,50 euros. Ou seja, uma diferença de 159 euros. Ao final de um ano, significa que os portugueses estão, em média, a pagar menos 1.900 euros de prestação da casa. Uma das possíveis razões para esta tendência é o facto de nos créditos no resto da Europa haver uma maior incidência de contratos associados à taxa fixa, o que os impede de oscilarem tanto nas subidas e nas descidas das taxas interbancárias. Por outro lado, e uma vez que os juros são iguais para toda a Europa, custos mais baixos poderão significar que as instituições estrangeiras poderão estar a cobrar ‘spreads' mais elevados do que a banca nacional. De acordo com os mesmos dados do Banco Central, os juros médios cobrados em Portugal estão em queda desde Novembro de 2008. Ao contrário daquilo que acontece com os créditos com taxa fixa no primeiro ano de duração do contrato. A média destes fixou-se em 2,27% em Junho, mantendo-se inalterada face ao mês anterior. Além disso, estes contratos, apesar de estarem abaixo da média da Zona Euro (2,55%), não são dos mais baratos. A Finlândia, Luxemburgo e a Itália oferecem taxas mais baixas nesta modalidade. Embora os valores do BCE se tratem de médias, a realidade não deverá ser muito diferente. Senão vejamos: o último boletim estatístico do Banco de Portugal mostra que os juros cobrados nas novas operações de crédito, com prazo de fixação inicial de taxa até um ano, foram de 2,25% em Junho, um valor muito próximo dos 2,27% divulgados pelo BCE. in Diário Económico
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Formação é a regalia mais valorizada pelos portugueses
O estudo Kelly Global Workforce Índex, da empresa de gestão de recursos humanos Kelly Services, baseou-se em inquéritos feitos a 134 mil trabalhadores, dos quais mais de 16 mil portugueses, a propósito do tema "Benefícios e Regalias". O inquérito revelou que, para 54% dos portugueses, a formação é a regalia mais importante, seguindo-se os benefícios de saúde e flexibilidade de horário (14%), viatura da empresa (6%), benefícios de reforma e dias de férias/tempo livre (4%), possibilidade de trabalhar à distância (3%) e, por fim, seguro de vida (1%). Os benefícios de saúde considerados mais atractivos pelos trabalhadores portugueses foram o seguro de saúde (66%), frequência de ginásios ou descontos (13%), exames médicos na empresa (11%) e o exercício na empresa (7%). Quase metade dos trabalhadores (45%) afirmaram que seriam mais produtivos se pudessem partilhar os lucros ou ter uma participação nas empresas, mostra o mesmo relatório. Dos trabalhadores inquiridos, 44% tinham um contrato segundo o qual parte do seu salário depende de objectivos de desempenho. No caso dos restantes, mais de um terço (37%) afirmaram que seriam mais produtivos se parte dos seus salários dependessem de objectivos. Os sectores com maiores taxas de remuneração baseada nos resultados são o retalho, instituições bancárias, serviços públicos e ciência/indústria farmacêutica. in Diário Económico
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