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Piscina e espaço para teletrabalho ganham força na hora de comprar casa em Portugal na pandemia

27 abr 2021
Piscina e espaço para teletrabalho ganham força na hora de comprar casa em Portugal na pandemia
Em causa estão as conclusões do ‘What Buyers Want?’, um estudo recente da consultora imobiliária Savills.

Acesso à internet de alta velocidade e uma boa vista estão no topo da lista de desejos dos compradores de casas, mas não só. Um estudo recente da consultora imobiliária Savills, ‘What Buyers Want?’revela que quem compra casa em Portugal confere a maior importância a uma piscina (77%). E com a pandemia a forçar muitas pessoas a trabalharem a partir de casa, mais de um quarto (27%) dos inquiridos referiu também que o aumento do trabalho a partir de casa influenciou de alguma forma a sua decisão de compra.

“O contexto de pandemia vivido nos últimos 12 meses acabou por vir acelerar algumas tendências que já vinham a ser observadas e que agora ganharam um novo ímpeto e importância. A questão do trabalho remoto que veio possibilitar trabalhar a uma distância maior do local do trabalho, a constatação de que grande parte dos espaços residenciais não estavam preparados para a realidade do trabalho a partir de casa, a necessidade de estarmos mais rodeados de espaços verdes que nos transmitam uma sensação de liberdade e ao mesmo tempo segurança, são tudo fatores que agora entram na lista a ponderar dos compradores e fazem parte de uma nova equação”, explica Alexandra Portugal Gomes, Associate Market Research Savills Portugal.

A consultora imobiliária internacional, que analisou as tendências de compra de casa em Portugal, França, Itália e Espanha. Para todos os mercados em análise, o espaço exterior também é importante para os potenciais compradores, com uma grande valorização de varandas e pátios por parte de quem compra em áreas urbanas, ao passo que aqueles que compram em áreas rurais priorizam áreas ajardinadas maiores.

procura por mais espaço é um também um fator determinante, com 58% dos compradores a preferirem uma residência principal numa área rural. Este valor sobe para os 80% quando se trata da compra de uma residência secundária. Se tivermos em conta os compradores portugueses, 86% conferem uma maior importância à proximidade à praia, em detrimento da comodidade das instalações.

Comprar uma segunda casa ou uma casa de férias mantém-se como uma das principais prioridades para os compradores de ‘prime properties’. Dos inquiridos, 37% afirma ser essa a razão da sua compra.

Britânicos apostam na compra de segunda casa em Portugal e Espanha

Segundo o estudo, os mercados prime de segundas residências de Itália, Espanha e Portugal são altamente internacionalizados. Os britânicos são os que mais compram segundas residências em Espanha (57%) e em Portugal (47%).

As preferências ao nível da propriedade variam consoante o país e a nacionalidade. Os proprietários em França estão dispostos a percorrer maiores distâncias para viajar até às suas residências secundárias, ao passo que os compradores alemães estão abertos ao mais amplo leque de tipos de propriedade.

"O aumento do trabalho remoto significa que os proprietários passarão mais tempo nas suas segundas casas.  Isto pode significar que estão preparados para viajar mais longe, abrindo, por sua vez, uma maior variedade de destinos de segunda casa", explica Paul Tostevin, Diretor da Savills World Research.

Em 'What Buyers Want?', a Savills World Research abrangeu compradores da rede da Savills que procuravam propriedades em França, Espanha, Itália e Portugal entre fevereiro e março de 2021. Os resultados são baseados em 500 respostas.

Fonte: Idealista News

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