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Banco a banco, o que cada um está a oferecer às famílias e empresas por causa do vírus

20 mar 2020
Banco a banco, o que cada um está a oferecer às famílias e empresas por causa do vírus
Isenções de comissões nos canais digitais, moratórias e linhas de crédito, extensões de prazos de pagamento são algumas das apostas dos bancos para ajudar a travar efeitos do covid-19.

ão há dúvidas que a crise do novo coronavírus vai obrigar a muitos sacrifícios por parte das famílias e empresas, mas também vai colocar uma pressão substancial sobre a sua vida financeira. Para procurar minimizar o impacto dessa realidade, os bancos estão a procurar promover a utilização dos canais digitais, com a oferta de isenções. Mas também estão a limitar a pressão relacionada com os seus créditos atuais e a oferecer, no caso das empresas, linhas de financiamento para fazerem face aos efeitos do coronavírus sobre a sua atividade.

Face à necessidade de limitar ao máximo os contactos presenciais, estão nomeadamente a isentar comissões nas operações realizadas através dos canais digitais, sobretudo aos particulares, mas também às empresas e comerciantes.

 

Mas também estão a disponibilizar-se para flexibilizar os créditos e os respetivos critérios de cumprimento. A Caixa Geral de Depósitos, por exemplo, anunciou uma moratória de seis meses para os créditos pessoais, da casa e também aos financiamentos concedidos às empresas.

Os maiores bancos também estão a disponibilizar aos clientes empresariais acesso a linhas de financiamento específicas para combater os efeitos negativos do coronavírus sobre a sua atividade. Estão ainda a disponibilizar acesso aos seus clientes à linha Capitalizar covid-19 anunciada pelo Governo. Esta linha de 200 milhões de euros tem como principal objetivo reforçar o apoio ao nível da Tesouraria e Fundo Maneio para acomodar os impactos negativos decorrentes do surto.

Abaixo conheça em detalhe o que sete bancos estão a disponibilizar aos clientes particulares, empresas e comerciantes.

CGD dá moratória de 6 meses no crédito pessoal, à habitação e a empresas

O banco de capitais públicos deu o pontapé de saída para a disponibilização de moratórias de crédito que permitam aliviar os encargos das famílias e empresas neste período difícil devido à pandemia. Mas também disponibiliza-se a isentar comissões em determinadas circunstâncias, concedendo ainda vantagens sobretudo às empresas, neste período de crise.

Particulares

  • Relativamente aos clientes com crédito (habitação ou pessoal), a CGD avaliará a eventual carência de capital até 6 meses, mediante pedido dos clientes.
  • Para clientes com Contas Caixa, todas as transferências realizadas através dos canais digitais passam a ser gratuitas.
  • Clientes com conta na CGD que não sejam detentores de cartão de débito, a Caixa isentará a primeira anuidade.
  • Também todos os clientes com pensão até 1,5 vezes o salário mínimo nacional e os jovens até aos 26 anos estão isentos de comissões.

Empresas e comerciantes

  • A CGD vai aceitar reajustar os pagamentos das prestações mensais nos seus créditos de médio e longo prazo por um período até 6 meses.
  • Prolonga prazos de pagamento de financiamentos especializados em modelos de leasing para equipamentos mais atingidos pela atual crise por períodos adicionais de 12 meses.
  • Simplifica os mecanismos de prorrogação até 180 dias de todas as operações de curto prazo em vigor.
  • Para empresas ou entidades do setor da saúde e social (hospitais, clínicas, laboratórios, lares, bombeiros, entidades de apoio social, em geral), simplifica a decisão de prorrogação em 12 meses do prazo total de operações de leasing mobiliário que estejam em vigor e, em alternativa, introduzir períodos de carência até 12 meses.
  • Para o setor dos transportesalarga o prazo de pagamento dos leasings sobre viaturas ligeiras e viaturas pesadas por períodos até 12 meses ou em alternativa introduz períodos de carência até 90 dias.
  • Para o setor de turismo alarga os prazos de vencimento até mais 5 anos, em função de avaliação pontual.
  • Cria linhas de crédito e reforça as atuais linhas para permitir às empresas a aquisição de equipamentos informáticos e de telecomunicações no sentido de incrementar os meios disponíveis para Teletrabalho.
  • Aumenta até 30% os limites de factoring.
  • Aos pequenos comerciantes, a Caixa isenta mensalidade de todos os Terminal de Pagamento Automático (TPA) com faturação inferior a 7.500 euros por mês até 31 de maio.
  • A CGD é um dos bancos que integra a linha Capitalizar Covid-19 que disponibiliza 200 milhões de euros de financiamento às Micro e PME para apoio de fundo de maneio e de tesouraria.

BCP isenta comissões de comerciantes com transações em multibanco

O Millennium BCP anunciou a 17 de março um conjunto de medidas para “apoiar os comerciantes a superarem esta fase crítica de diminuição da atividade económica, relacionada com a pandemia do coronavírus”. Entre as iniciativas encontra-se a eliminação da comissão mínima aplicada nas transações realizadas em TPA.

O objetivo desta isenção das comissões é incentivar os comerciantes a aceitarem mais transações multibanco, nomeadamente de baixos montantes, explicava o banco. As medidas de apoio “serão aplicadas por um período de três meses, até 30 de junho de 2020”.

Para os comerciantes que encerrem a atividade por dificuldades temporárias, o banco irá suspender a cobrança da mensalidade do TPA. Para além disso, o BCP irá também suspender a taxa de serviço ao comerciante por aceitação de pagamentos por MB Way, de forma a “evitar o manuseamento de moeda física”.

O BCP é também um dos bancos que integra a linha Capitalizar Covid-19 que disponibiliza 200 milhões de euros de financiamento às Micro e PME para apoio de fundo de maneio e de tesouraria.

Santander isenta todas as comissões nos pagamentos online

No passado dia 18 de março, o Santander anunciou para empresas e particulares, “um conjunto de medidas extraordinárias e temporárias“, destinadas a minorar os efeitos da pandemia Covid-19. As medidas estão em vigor durante pelo menos um mês, adianta a instituição liderada por Pedro Castro e Almeida

Particulares

O banco Santander diz que “isenta todas as comissões nos pagamentos online”, adiantando ainda que irá proceder à substituição de todos os cartões que não dispõem de tecnologia contactless sem a cobrança de qualquer encargo, de modo a fomentar a respetiva utilização nas compras presenciais.

Empresas e comerciantes

Os comerciantes também vão beneficiar de um alívio de encargos, já que o Santander suspendeu a cobrança da mensalidade dos POS e isenta também a aplicação de um valor mínimo sobre as transações efetuadas. “Para apoiar as transações ‘sem contacto’ o Santander suspende também a cobrança de todas as comissões do serviço MB Way no POS“, acrescenta a instituição financeira.

Também o Santander participa na linha Capitalizar Covid-19, que disponibiliza 200 milhões de euros de financiamento às Micro e PME para apoio de fundo de maneio e de tesouraria.

BPI isenta comerciantes de comissões nos terminais de pagamento

BPI foca as suas atenções nas empresas e comerciantes. Com a instituição financeira liderada por Pablo Forero a disponibilizar apoios que incluem soluções de financiamento, isenções de comissões e mensalidades nos terminais de pagamento automático (TPA) para comerciantes e ainda o alargamento dos serviços nos canais digitais.

“O objetivo destas medidas extraordinárias é reduzir a pressão sobre a tesouraria das empresas, grandes e pequenas, de todos os setores de atividade, num contexto em que a sua atividade corrente — produtivo e/ou comercial — sofreu um impacto excecional, originando uma redução do volume de negócios”, explica o BPI.

As medidas são as seguintes:

  • Foi eliminada a comissão mínima nas transações realizadas nos TPA. Também foi suspensa a cobrança da mensalidade para os comerciantes que encerrem a sua atividade temporariamente — a isenção vigorará durante todo o período em que o estabelecimento estiver encerrado. “Estas medidas permitem apoiar um setor que enfrenta uma diminuição significativa da sua atividade económica e promover a utilização e aceitação de pagamentos eletrónicos”, diz o BPI.
  • Alargamento dos serviços para empresas nos canais digitais: o banco está a flexibilizar as formas de adesão ao homebanking de empresas e está a alargar os serviços disponíveis nesse canal.
  • O BPI também disponibiliza a linha Capitalizar Covid-19 que disponibiliza 200 milhões de euros de financiamento às Micro e PME para apoio de fundo de maneio e de tesouraria.

Novo Banco isenta comissões na net. Antecipa prestações da SS às empresas

Particulares

Desde o dia 13 de março que o banco liderado por António Ramalho disponibiliza um pacote de produtos e serviços “destinado a reduzir os riscos inerentes ao contágio” pelo novo coronavírus. Neste âmbito, o banco isenta temporariamente um conjunto de transações feitas pelos clientes através dos canais digitais. Concretamente, as transferências interbancárias, pagamentos de serviços, cash-advance e transferências MB Way.

Para facilitar a utilização de pagamentos eletrónicos em detrimento da utilização de dinheiro, o banco está também a isentar a primeira anuidade gratuita do cartão de débito para novos pedidos e para substituições, bem como a anuidade do cartão pré-pago (NB Pocket) para novos pedidos. Medidas são válidas até 30 de abril.

Empresas e comerciantes

Os comerciantes e pequenos negócios clientes vão ter isenção de custos do serviço de homebanking NBnetwork até 30 de abril, para novos pedidos. Estes também vão estar isentos de custos fixos nas transações efetuadas através de TPA, permitindo que aceitem pagamentos de valor reduzido sem custos acrescidos.

No que respeita ao crédito, são várias as iniciativas. O banco liderado por António Ramalho criou uma linha de conta corrente dedicada a apoiar os comerciantes e pequenos negócios afetados pelo Covid-19 (com isenção de comissões nos primeiros seis meses) e está também a alinhar com a linha de crédito Capitalizar Covid-19.

O banco também está a antecipar às empresas as prestações da Segurança Social, que atingem 70% do valor suportado com os seus salários. Esta solução garante às empresas uma liquidez imediata e consequentemente um acréscimo de liquidez de tesouraria e, sobretudo, reduzindo o risco de salários em atraso.

Às empresas de setores com maior dificuldade de tesouraria, o Novo Banco também está a prorrogar o prazo de pagamento das faturas até 90 dias dos produtos de Factoring. Em casos devidamente justificados, as empresas de certos setores poderão ainda beneficiar um período de carência de capital até 12 meses em contratos de financiamento de médio e longo prazo já em curso, e quando o serviço da divida esteja a devidamente assegurado.

Montepio apoia entidades da economia social

O Banco Montepio foca a sua atenção no apoio às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) com a criação da “Conta Acordo”, uma linha de crédito para assegurar mensalmente as necessidades de tesouraria das instituições da economia social, antes de recebem os fundos estatais. Esta funciona como uma modalidade de descoberto autorizado na conta à ordem, à semelhança de uma conta ordenado para particulares, que pode antecipar a 100% os fundos estatais que estas entidades recebem mensalmente.

A adesão a esta conta permite ter plafond sempre disponível e a utilização e reposição do crédito utilizado em qualquer momento, de forma automática. Os montantes variam entre 200 euros e o valor máximo até 100% do subsídio recebido mensalmente.

BBVA isenta transferências online e de ordenados

Particulares

O BBVA em Portugal não cobra desde o dia 17 de março, “enquanto vivermos este cenário pandémico” comissões em todas as transferências realizadas através de canais digitais, por parte dos seus clientes.

Empresas

À semelhança dos particulares, o BBVA também está a isentar as empresas do pagamento de transferências, destacando a importância desta isenção nas transferências de ordenados.

Para as empresas, o BBVA diz que ainda que lançou uma linha de crédito de 10.000 milhões euros para as ajudar a “gerir o impacto financeiro que a atual pandemia do Covid-19 está a provocar na sua tesouraria”.

Fonte: Eco

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