Notícias
o mais importante sobre o mercado imobiliário
Notícias
voltar \ Investimento na construção ao rubro: há 22 anos que não subia tanto

Investimento na construção ao rubro: há 22 anos que não subia tanto

24 jun 2019
Investimento na construção ao rubro: há 22 anos que não subia tanto
Geral
Desde 1997 que não se registava uma subida homóloga do investimento em construção tão acentuada como a registada nos primeiros três meses deste ano. Entre janeiro e março de 2019, o investimento aumentou 12,4%. Segundo os dados da Confederação Portuguesa da Construção e Imobiliário (CPCI), a soma do investimento no primeiro trimestre do ano atingiu 4.151 milhões de euros.

O presidente da CPCI, Manuel Reis Campos, reconhece que este “foi, de facto, um dos melhores trimestres de que há memória”, segundo as declarações ao jornal Público.Acredita que o setor está “finalmente a reocupar o lugar que sempre lhe pertenceu” e está agora a “preparar-se para a próxima década de investimento”, 

Ainda assim, diz que o setor continua aquém das necessidades de crescimento sustentado. “Era preciso que o investimento público fosse, de facto, o calendarizado e programado. Falta um ano para a próxima década, o próximo ciclo, e está tudo por decidir”. “O setor da construção deveria representar 11% do PIB, e ainda estamos muito longe disso”, sublinha o presidente da CPCI.

Segundo o Observatório das Obras Públicas – faz parte da CPCI – em abril, o investimento público neste setor registou mesmo uma variação negativa de 12%. Passou para terreno positivo em maio, com uma variação homóloga de 6%.

“Portugal ainda não tem a necessária convergência com a restante Europa, que continua a alertar que o investimento público é essencial”, remata Reis Campos.

Construção na Zona Euro em queda em abril

A produção na construção acentuou a descida em abril, quer na Zona Euro quer na União Europeia (EU). Segundo os dados do Eurostat, na Zona Euro a produção na construção desceu 0,8% em abril, face ao mês anterior, depois de ter caído 0,4% em março. Na UE, o decréscimo foi de 0,6%. As quebras devem-se sobretudo ao segmento da construção civil, que desceu 2,5% na Zona Euro e 2,3% na EU.

As maiores descidas mensais foram registadas na Eslovénia (-7,4%), Hungria (-3,8%) e França (-2,3%). Portugal registou uma queda de 0,6%.

Veja Também