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Concorrência alimenta “guerra” de spreads na habitação

22 jan 2020
Concorrência alimenta “guerra” de spreads na habitação
Geral
A descida de spreads, taxa cobrada nos empréstimos para a compra de casa, foi acompanhada por um aumento da procura de crédito por parte das famílias.

concorrência de spreads no crédito à habitação continua a alimentar a “luta” dos bancos em Portugal pela angariação de clientes. Nos últimos anos, várias instituições financeiras baixaram as margens cobradas nos empréstimos para a compra de casa, e 2019 não fugiu à regra - apesar das recomendações do regulador em sentido contrário. As mexidas nas taxas foram uma constante no ano passado, coincidindo com o aumento da procura de crédito por parte das famílias, que deverá manter-se estável no arranque de 2020, quer na habitação, quer no consumo.

“No quarto trimestre de 2019 a oferta de crédito a empresas e a particulares permaneceu praticamente inalterada face ao trimestre anterior, ainda que as pressões da concorrência tenham contribuído para tornar os spreads ligeiramente menos restritivos nos empréstimos de risco médio concedidos a particulares”, explica o Banco de Portugal (BdP), com base num inquérito aos bancos sobre o mercado de crédito, revelado esta terça-feira.

De acordo com o BdP, as instituições financeiras não antecipam “alterações de relevo” na concessão de crédito para o primeiro trimestre de 2020, antevendo uma “estabilização da oferta” transversal aos segmentos de crédito analisados: empréstimos a PME e agrandes empresas, bem como a particulares para compra de casa e para consumo.

As mexidas nas margens de lucros dos bancos, destacadas pelo regulador, foram acompanhados por uma subida na procura de financiamento por parte das famílias portuguesas. O BdP justifica os aumentos registados na procura de crédito à habitação, mas também de consumo, com o “nível geral das taxas de juro” que atingiram mínimos históricos.

A corrida para tentar angariar mais clientes de crédito à habitação foi inaugurada em 2020 pelo Eurobic, o primeiro banco a atualizar o preçário neste novo ano, com uma revisão em baixa de 1,2% para 1,1%. O Bankinter e Santander Totta têm atualmente as taxas mais baixas em vigor, ambos de 1%.

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